Mulher de quase 30.
Antes só - o mundo está cheio de más companhias. Exigente. Responsável, preocupada, nervosa, ansiosa, irritada. Perfeccionista, egoísta, impaciente, nojenta. Chata. Tentando ocupar mais tempo comigo mesma. Amiga de gente aqui e ali. Pouca gente, porque gente é uma coisa que realmente me cansa. Humor sarcástico, mas ainda assim, humor.


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Terça-feira , 06 de Janeiro de 2009

Sobre mudanças

É, tou mudando. De pensamentos, de objetivos. De gostos, de vontades.

De vida.

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Segunda-feira , 05 de Janeiro de 2009

Sobre 2008  

É, a não ser que você seja uma pessoa rica, ou possua um trabalho estável, registro em carteira, décimo terceiro e férias (e conseguir sair ileso do quebra-pau e vuco-vuco pra ver se consegue, em uma chance mínima, tirar férias em janeiro), você, assim como eu, voltou a trabalhar hoje.  

Eu sei qual é o seu sentimento com relação a isso e compartilho do fundo do meu coração. Tava bom mesmo lá na praia, o povão, o funk tocando no rádio do carro do vizinho, a fila na padaria, no açougue, no quiosque, no carrinho do sorvete e pra conseguir molhar o pé na onda cheia de xixi alheio. O trânsito na ida e na volta. O arrastão. Que bom que você aproveitou bem o fim de ano. Comeu peru requentado, maionese que ficou fora da geladeira, o pavê que a cunhada fez e que você nem sabe se ela lavou as mãos antes.  

E aí, deixar tudo isso pra trás e voltar para o trânsito, o caos, o cheiro de cecê no ônibus lotado de manhã. Saudade da rotina de cada dia, né? E lá vamos nós lavar aquela montanha de roupa, passar, guardar, lavar o quintal que cheira à merda de cachorro de 15 dias. Mas lavar feliz, pensando que até que foi bom o amigo secreto, que você deu um presente de 30 reais e ganhou um do R$1,99. Afinal, o que vale é a intenção.    

 

E eu, aqui em meio a tanto trabalho, só hoje consigo ter "tempo" pra repensar meu ano que já passou há tantos dias. E "refletir sobre essa minha fase de reflexão". Essa coisa de pré-trinta mexe mesmo com a gente. E, por incrível que pareça, há muitas coisas boas na minha conclusão sobre mim mesma. Em 2008 eu aprendi muito. E isso é o que se tira de momentos difíceis. Mas também me diverti horrores, dei muitas risadas. Muitos pequenos momentos bons que compensam poucos grandes problemas e aborrecimentos. Em 2008 eu ouvi muito Aerosmith, tomei muito milk shake, fui no show da Madonna. Comprei muitos bons livros e poucas roupas, mas que gostei tanto e sei que usarei muitas vezes. Em 2008 eu dei muita risada. Mas muita mesmo. Dei risada do pé vermelho da Simone, que passou protetor no corpo todo e esqueceu do pé. Dei risada por um cara em uma kombi amarela e caindo aos pedaços pedir meu telefone em meio ao trânsito. Risada da piada do elefantinho. Risada de brincar de Galisteu no kart. E do meu irmão que foi pro lado errado. Risada de ouvir "eu não fico com tal cara porque o dedão do pé dele é feio". Risada de quem toma um rola na praia e perde o óculos na onda. Risada do filme inteirinho musical. Risada de teatro. Em 2008 eu fui muito ao teatro. Stand-up comedy. Coisa boa. Clube da Comédia, Terça Insana, Casal de Segunda, seu Merda. Foi em 2008 que eu fui ao Fuerza Bruta, coisa que de tão estranha, foi até que divertido. Cirque du Soleil. E Cinema. Mas muito cinema mesmo.  

Foi em 2008 que eu me acabei de ver séries de tv a cabo. E descobri que é uma coisa que gosto pra caramba de fazer. Assistir várias de uma vez. Se for comendo, melhor ainda. Aliás foi em 2008 que eu comi horrores. Eu devia ser sócia do Outback, afinal pelo menos metade do faturamento deles foi por intermédio meu. Mc Donalds, The Fifties, Rockets, New Dog. Achiropita. Eu tenho mesmo uma queda por certos restaurantes de fat-foods. Mas foi em 2008 que a fubanga do biquíni me irritou profundamente. E eu jurei pra mim mesma que agora eu amo alface e cenoura de paixão. Foi em 2008 que eu tomei chá branco pra emagrecer. E ri horrores quando a doideira se espalhou lá pelas bandas de Porto Alegre. E agora a gente tem chá branco e gororoba, tudo sem beber. Devíamos ter jogado pela janela na festa da virada do ano que ía ser mais útil.  

Foi em 2008 que eu fui viajar com uma amiga e duas desconhecidas (que viraram amigas) pra Maresias. E foi uma das melhores coisas que eu fiz na vida. Comi muito taco em cone, bebi muito mojito. E fui na balada mais badalada, pra sair achando que esse povo que tem dinheiro não sabe mesmo o que é bom na vida. Foi em 2008 que eu conheci um alemão de covinhas. E passei a noite falando inglês como se entendesse muito bem do assunto.  

Foi em 2008 que meu ego foi muito inflado por alguém que valeria muito a pena e que apesar de não me agradar, talvez seja a pessoa certa. Mas houve ótimos momentos com a pessoa errada, que ficarão guardados na memória, afinal o mundo seria realmente muito injusto se não fosse nossos pequenos divertimentos com as pessoas erradas por aí. E foi em 2008 que eu me acabei de ver filmes românticos pensando no príncipe que não chega e esquecendo dos sapos que coacham por perto.  

Foi em 2008 que eu decidi que o melhor é dar mesmo muita atenção para meu próprio umbigo. Porque a minha felicidade vem totalmente de dentro dele e não pode ser proporcionada por mais ninguém. E então eu descobri que sou capaz. Que consigo, que sobrevivo, que sou mais forte. Porque ser modesta é bom só para os outros verem, e eu, aqui dentro de mim mesma, tenho mesmo é que me achar e me sentir a melhor. Foi em 2008 que eu me senti mais bonita. Mais jovem. E apesar disso, foi em 2008 que eu parei para pensar que todo mundo tem defeitos, mas todo mundo também tem qualidades. E eu pude passar ótimos momentos com a minha família. Foi em 2008 que eu fui em formaturas, aniversários, casamentos, chás, almoços, video-games. E partilhaei cada momento com cada pessoa que quero bem.  

Foi em 2008 que eu me aventurei em dotes culinários ousados. Macarrão com queijo, fondue no pão italiano, pizza de quinua, doce de ovo. Uma receita melhor que a outra, algumas nem tanto no sabor, mas todas nos momentos felizes que passei.  

Foi em 2008 que eu mantive meus poucos amigos. Mas foi o ano que conheci muita gente legal por intermédio desse blog.  

Foi em 2008 que eu consegui o que era um dos maiores sonhos da minha vida. E que passei por muitas fases que antes eu achava impossíveis. Agora falta só caminhar pra frente.

:: Postado por às 17h39
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Quinta-feira , 25 de Dezembro de 2008

Sobre aniversário  

É, meu aniversário. Mas ainda não hoje, só no dia 26. Já estou escrevendo, porque nesses 29 anos de vida, tudo sempre foi assim. Eu sempre ganhei presentes adiantados, da minha mãe porque não queria embrulhar, dos meus tios porque íam viajar e já que eu tava ali no Natal já era fácil de me dar e pronto, de gente que não ía me ver no meu dia. Já tive festas com velas no peru, bolo de aniversário quando estava todo mundo satisfeito de tender com arroz à grega. Hoje o post é adiantado porque vou viajar (por livre e espontânea força) e o post de aniversário tem que ser adiantado, no Natal. É assim a vida, sempre foi. E aí você vem me dizer que eu não tenho nada que reclamar, já que ganho presentes normalmente e ainda viajo? Ah, meu bem. É do ser humano nunca estar satisfeito. Você não faz chapinha no seu cabelo de pixaim? Meu cabelo é ótimo e eu sou satisfeita com ele assim, porém insatisfeita com meus aniversários há 29 anos de vida.  

É, VINTE E NOVE. Mais perto do cinquentenário do que do meio quarto de século. Último ano na casa dos vinte. E eu vou reclamar desse fato o ano todo, se preparem. Já falei no meu convite de aniversário (comemoração também adiantada, como sempre), que esse era o último ano de balada e que a partir do ano que vem vou comemorar no chá com biscoitos, tricotando e falando de novela. Passanto do "inte" para o "inta". E isso é grave pra caramba. Não tanto pelo novo número que se formará ano que vem, mas mais por eu olhar pra trás e não estar no patamar que sonhava quando criança. E daí que eu faço o que com relação a isso?  

Nado! Nado, nado, nado, que é pra não morrer afogada... Sei que se o negócio não está bom, de nada adianta reclamar e continuar com a bunda na cadeira sem tomar atitudes para melhorar. Nado, nado desesperadamente. Para chegar aos trinta com pelo menos mais perspectivas de futuro. Nado pra não morrer na praia. E, quem sabe, um dia, talvez... de tanto nadar, eu não chegue no Lost e encontre o Sawyer, né não? Esperança é a última que morre!

PS: Esperem até o dia 26 pra me dizer feliz aniversário. Nem um dia a mais, nem um a menos. 26, ok? E se forem me mandar presente, dia 26, certo?

PS2: Ganhei calcinha rosa pra usar no ano novo. Vamos ver se agora eu desencalho. Pretendentes, favor mandar carta sem erros de português, com foto de rosto e corpo inteiro e qualificações profissionais, físicas, psicológicas e de culinária. Haverá teste de inglês, dicção, psicotécnico e de lavagem de banheiro no ato da entrevista.

PS3: Posts em recesso, já que eu ainda não tenho notebook pra levar embaixo do braço em viagens. Mas haverá post de ano novo, provavelmente no primeiro dia útil do ano.

PS4: Eu sei, eu também te amo. Beijo, me liga.

:: Postado por às 00h35
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Quarta-feira , 24 de Dezembro de 2008

Sobre Natal

Tá fazendo o que na internet? Já embrulhou seus presentes? Já decidiu se vai passar na casa da mãe ou da sogra? Já comprou os presentes pra quem você gosta com gosto, e pra quem não gosta, por obrigação? Ah, na sua casa tem amigo secreto? Já trocou com a mãe o papelzinho porque tirou o cunhado chato? Já decidiu que roupa usar? Já perguntou se o namorado vai deixar a bruaca da mãe dele pra ir te ver? Já comprou os fogos pra soltar, já que você é uma anta, não sabe diferenciar Natal de Reveillon e não sabe que é uma data religiosa, onde não se soltam fogos? Já reservou a roupa de Papai Noel? Já fez o esquema dos presentes das crianças? Ah, suas crianças não foram educadas para acreditar em Papai Noel? Reveja seus conceitos, sonhar quando se é criança nunca é demais.

Tá fazendo o que aí? Vai olhar o peru no forno que vai queimar!!

E agora, a minha célebre imagem de Natal... FELIZ NATAL pra vocês, viu?

:: Postado por às 09h41
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Terça-feira , 23 de Dezembro de 2008

Sobre Madonna  

Eu fui ao show quase sem querer. Não que eu não fosse fã, sou sim. Tá cheio de mp3 dela no meu computador. E no som do carro tem mais um monte de músicas. É que, sei lá, não faz parte de meus favoritos da música, não era algo para se descabelar e conseguir ingresso desesperadamente. Mesmo apesar de toda a história de vida e o fato de ela ter mudado toda uma geração de mulheres frígidas e submissas. Mesmo ela sendo o único ícone da música que muda conforme tempo e tendências. Que se renova.  

Fui na arquibancada mesmo, eu não precisava ficar lá no meio do vuco-vuco gay pra ver as pelancas dela de perto. Mas eu confesso que me arrependi. Depois do show eu percebi que queria ter ficado mais perto, queria ter visto mais detalhes, roupa, cabelo, cenário, dançarinos, efeitos de luz. Eu lá nos quintos dos infernos não pude aproveitar o show visualmente tanto quanto aproveitei a música. Mas deu pra ver bem que a pelanquinha pulava e dançava como se tivesse 18 anos. E eu cansada só de ficar um tempo em pé. Isso é que é vigor.  

Sei que além de toda a performance e a voz, eu me apaixonei pelo carisma dela. Aquela coisa de olhar para os macacos lá embaixo e dizer que ama. Sabe, ela deve dizer isso pra todo mundo em todos os países, faz parte dessa coisa de ser artista, mas eu acho que simplesmente não precisava, tem tanto famoso daqui mesmo que nem olha na nossa cara (vide último post). Ela se preocupou em ouvir o público, nem que fosse pra recusar a música que pediam, mas pensou em colocar no show essa parte de interação. Fez cara de choro quando as pessoas gritaram que a amavam. Pediu pra produção sair perguntando para as pessoas o que achavam dela, pra depois gravar um dvd e guardar. E mesmo que esse dvd esteja cheio de "MARAVILHOSAAAAAAAAAAAAAA", achei simpático da parte dela. Preocupou-se com a chuva, provavelmente porque se chovesse ela cairia no palco, mas nós do lado de cá preferimos acreditar que ela se preocupou com o nosso bem estar em não assistir o show molhados. Disse que ama São Paulo e apesar de eu achar que ela deve dizer isso até lá no Afeganistão... é sempre bom ouvir que alguém ama a nossa cidade.  

Ah, não sei. Me encantei. Fofa essa Madonna.

:: Postado por às 09h43
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